Acorda dessa vida, vem brincar de ser meu. Acorda desse mundo, foge para ca. Acorda-me com beijo na testa, com sorriso iluminado, com o sol pela cortina. Acorda-me. Me empurre na água gelada, dando-me um banho de realidade. Me leva pra um mundo nosso, um lugar perfeito sem horas pra acordar. Sem problemas, sem precisar parar de amar.
Pesquisar este blog
sábado, abril 30, 2011
sexta-feira, abril 29, 2011
Primavera de outono.
Sorriso torto, estou mesmo sorrindo sozinha? Alma de criança, mania de gente velha. Um jeito indefinido de lhe desejar bom dia. Uma maneira esquisita de dizer que amo. Porque é isso que sou, uma metamorfose infinita. Uma mente indefinida. E que se exploda o resto do mundo, eu estou sorrindo. Porque posso sorrir durante todo o dia simplesmente por perceber que eu não me importo com nada daquilo que me faz mau. Solte um sorriso ao céu. Como em uma primavera em meio ao outono, renovando o sorriso amarelado, as pontas do cabelo arrebentadas, o palavriado sem nexo ou as cores do colar. E eu só preciso disso, renovar a vida, deixar novas flores brotarem no jardim de terra batida, não me importar.
quinta-feira, abril 14, 2011
E vai melhorar.

Amanhã, um dia talvez, tudo vai melhorar. Tudo tem que melhorar. Porque eu não presto e isso faz o mundo inteiro não prestar. Porque eu preciso de dias sem me preocupar. Preciso realmente não me importar. As rosas estão sobre a mesa. Não dei-me ao trabalho de coloca-las na água. Deixem-as murchar. Quero fazer as malas e me mudar. Quero olhar-me no espelho e voltar a me ver. Acende a luz do quarto, apaga a luz do corredor. Apaga a luz do corredor, acende a do quarto. E fica nesse vai e volta, vagando pela casa sem ter o que fazer. Encara o telefone. Ninguém irá te ligar. Encara a agenda. Ninguém para telefonar. Inquieta vai para a rua, senta no passeio, de pijamas mesmo, com um copo de Coca-Cola nas mãos. E fica olhando alguns carros irem de um lado para o outro. Vez ou outra algum buzina. Me arrancam um sorriso. Sorriso momentâneo, daqueles que você nem vê abrindo. A feição séria me toma novamente. Não quero mais ficar aqui parada em um só lugar. Fecho o portão, vou dar uma volta para refrescar. Noite daquelas que o mormaço não quer me deixar. Desisto de tudo, entro para o meu quarto novamente. Vou me deitar. Talvez amanhã ao acordar, esse sentimento vago tinha ido passear.
segunda-feira, abril 11, 2011
Através da janela.
Corre pra janela. Pega a xícara de café. E fica ali, esperando o sol nascer. Alaranjando o céu. Surgindo entre as nuvens alguns raios para aquecer o coração gelado. Mil pensamentos. Alguns pássaros cantando. Eu vejo o céu e o céu vê quem eu queria ver. Erga a cabeça amor. O mesmo céu esta sobre a minha cabeça. Fecho os olhos. Uma brisa matinal bate em meus cabelos. Desejo você aqui. Mas ainda não posso ter, o sol me responde. Dou de ombros para a janela. Preciso me arrumar. Irei atrasar-me para mais um monótono dia sem você aqui.
domingo, abril 10, 2011
Detesto-me
Sorriso amarelo, falso, sínico estampado pela face coberta de maquiagem. Odeio o que me tornei. Odeio minha forma de mascarar sentimentos. Odeio a falsidade da maior parte das frases que saem da minha boca. Odeio o coração quebrado que colou torto. Odeio a falta de paciência. Odeio a preguiça pela manhã. Odeio a maneira como me perdi pela vida. Irritei-me com o que tornei-me, não sou assim. Me conheço. Conheço minhas manias, minhas frescuras, mas não conheço mais esse sorriso que finge amar a maioria das pessoas. Cansei-me. E eu sou assim, troco de face como quem troca de roupa. Bipolar mesmo. Quero me sentir bem como com você. Quero me sentir bem para me soltar novamente ao mundo. Chorar quando me sentir mau. Há quanto tempo não faço isso? Tomei ódio de mim. Deus, por favor, me livre dessa pessoa fria. Antes que ela fira quem não quer ferir. Tome uma dose de paciência, de amor e de alma viva. Agora jogue-se no mundo para ser quebrada, destruída e remontada. Vida, me jogue aos ventos novamente. Rabisque essa página. Recomece o caderno. Sinta a alma e só então volte a escrever.
Coisas.
Eu poderia estar me escondendo por trás de mil coisas. Mas não estou. Me jogo no mundo, de peito aberto, de cara limpa. Sentimentos por toda a alma. Você pode me sentir? Sorriso nos lábios, lágrimas nos olhos. Saudade do que nunca houve, felicidade ao ouvir sua voz. Corro dentro do sonho, te encontro em um lugar melhor. A porta bate, fazendo-me despertar. Volto para o mundo sombrio de sempre, onde não tem sol para me esquentar. Alguns quilos a mais. Minha roupa preferida não quer fechar. Meu cabelo esta despenteado, meus dentes amarelados. Café brinca de ser refúgio. Coração estraçalhado no chão. Você aparece na tela do meu celular. Olá. Me transforma. Me dá um pouco da sua vida. Volto a estar viva. Sorrisos. Gargalhadas. Lágrimas. Bipolarismo. Eu amo tudo isso. Amigos sentados ao meu lado em um sofá velho regassado. Espremendo-se para caber todo mundo. Esta frio. Um sorriso para o nada. Você esta louca? Não, estou apaixonada. Amor por toda uma vida. Seu lugar é em meus braços. Eu vou te amar a cada segundo mais. Algumas pessoas não merecem minha simpatia. Seu coração aquece o meu. Minhas mãos parecem congeladas, como sempre. Preciso de alguém que as aqueça. Pego meu lápis, faço um desenho torto no papel. Existem corações por toda a parte. Escrevo sem parar. Tem um mundo novo e extraordinário em minha mente. Eu te amo e isso basta por aqui.
sábado, março 26, 2011
E existira amor.

Corra para ver a pipa pairando sobre o vento, junto ao sorriso de um pequeno menino. A cena enquadrada pela antiga janela de madeira descascada pelo sol. Ela sorria de canto a pensar em como tudo seria se ele estivesse ali naquele instante.
Alguns raios de sol beijam seu ombro. Se fechar os olhos quase consegue sentir os lábios do amado sobre o lugar. Olhos fixos sobre um ponto qualquer. Coração disparado dentro do peito. A mente a pensar em como pode se amar tanto alguém que tão longe esta.
O sino sobre a porta da antiga igreja toca anunciando que a missa das 7 já vai começar. Rapidamente consegue notar as figuras já enrugadas pela idade caminhando pela estreita e antiga ruazinha daquele pequeno vilarejo esquecido pelo tempo.
As dores recomeçam pelo corpo da garota que agora, trocou a janela pela cama, se contorcendo por doenças que a estão matando. O suor escorre pelo pescoço, o cabelo já ganha aspecto de oleoso. As vistas escurecem novamente.
Ao despertar, nota a presença de uma criatura um tanto quanto familiar debruçada sobre o sofá. As vistas ainda estão um pouco embaçadas. Esfregando as mãos sobre os olhos faz baixinho um barulho de alívio, de amor, de término de sofrimentos. Ele desperta do sono leve e arrastando o chinelo se dirige até a beira da cama.
-Como você esta?
-Melhorando. (Responde forçando um pequeno sorriso na face embranquecida).
- Estou preocupado. O que o médico disse?
- Não fique, estou bem. Ele disse que em breve estarei novamente andando de um canto ao outro.
- Senti saudades.
- Só pensei em ti a cada instante que passei trancafiada neste quarto.
Deu-lhe um beijo na testa, sentou-se no canto da cama e enquanto pegava na mão enfraquecida dizia.
-Eu te amo tanto, amor. Vai tudo ficar bem.
Dois dias se passaram, a garota estava a cada dia melhor, mais sorridente. E ele, mais esperançoso que nunca. Um telefonema:
-Preciso ir à cidade resolver algumas coisas. Volto em dois dias. Você acha que ficará bem?
-Claro. Vá.
-Tudo bem então. Te amo.
O último barulho do sapato ecoara pela casa. Mais um ruído, ligou o carro e se foi. Quando voltou foi recebido por um abraço apertado da sogra. Palavra nenhuma precisou ser dita, algo ocorrerá. Correu até o quarto onde sua amada costumava repousar. A cama estava estendida. A flor da cabeceira começava a murchar-se, as janelas fechadas. Com lágrimas dos olhos, gritava em tom de desespero:
-ONDE ELA ESTÁ?
- Meu querido, ela faleceu pouco após você sair.
- MAS EU A VI. (As lágrimas escorriam sem parar) Ela estava bem.
Diminuiu o tom até acabar murmurando as palavras. A senhora então lhe disse:
- O médico disse que ela estava nos últimos dias.
- Mas porque me escondera então?
- Queria passar os últimos dias ao seu lado como se nada estivesse acontecendo. (Após um longo suspiro, também com lágrimas nos olhos continuou dizendo). No momento em que você saiu, a alma dela se deu por completa, por feita. Suspirou por um breve momento, disse com lágrimas nos olhos um eu te amo baixinho, fechou os olhos. Apagou-se para o sono eterno.
Ele saiu da casa derramando lágrimas. Pegou seu carro e se dirigiu até uma casinha no alto de uma serra florida, lugar onde os dois costumavam passar as férias. Colheu algumas flores, jogou-as ao vento enquanto gritava, que a amava, que a amava, que a amava.
Depois de alguns dias seu corpo foi encontrado no quarto da casa. Morrera de amor. De saudades e de coração solitário.
Mas o fato é que juntos eles formavam um dos mais belos casais já vistos. A vida na cidade destruiu a saúde da garota. Todo o transito, o caos, o estresse. Acabaram agravando um câncer que à alguns anos estava estabilizado. Fora para a cidadezinha do interior para tentar se tratar. A vida ao lado dele foi a melhor que já experimentou. E o amou a cada instante de vida. Foi amada. Amada como se fosse a última flor de todo o belo campo. Ele costumava achá-la a menina-mulher mais incrível que poderia existir. A vida ao lado dela foi sem dúvidas, única.
Ainda ouvem-se rumores dessa história. E quando contada até o final sempre perguntam:
-Idaí? A única coisa que isso me mostra é que o amor pode matar e acabar com sua vida. Que pode ser uma tragédia.
E eu, sempre respondo com um sorriso de canto:
- Mostra que ao amor é a mais forte das doenças, mas também é a maior felicidade. Mostra que quando se ama alguém não quer que ela sofra, mas que também que às vezes se ama tanto que não consegue viver com o sofrimento da perda eterna. E mais importante que isso, mostra que o amor simplesmente existe. Ele existe. Independente da situação. De vez em quando se tem amor mesmo que a vida corroa toda a vida. E que quando um amor é verdadeiro, você ama a pessoa tanto que não vive sem ela.
Assinar:
Postagens (Atom)