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segunda-feira, outubro 03, 2011

Ácida primavera.



E por ironia do destino, a vida seguia. O que começou como despedida, hoje prosseguia. O sorriso no espelho me dizia que porra, erramos pra caralho. Mas um errar nunca foi tão bom, nunca foi tão engraçado, tão sensível,  tão feito de amor. O "e se" desmanchou-se como balas de limão naquela doce tarde de Setembro. O "minha" tornou-se eterno. A primavera perfumava o céu com flores roxeadas. O sorriso fixou-se na mente ao lembrar que você existia. A saudade passou para desejar-nos bom dia. As lágrimas lavaram a alma, trouxeram novos tempos, novas esperanças. Não sei o que sinto, não sei o que deveria sentir, mas peço de olhos fechados, que essas borboletas navegando por mim sejam amor por ti, por ti, por ti. Sorri. A acidez da distância quilometrada neutralizou-se com a base fundamentada de corações emendados entre si. E eu só sei pensar em ti e esperar que as calmas águas de Dezembro tragam-lhe para mim. Se não for amor, é coisa melhor.

4 comentários:

  1. Bela página. Múltipla e sensível.

    Felicidade em sua jornada.

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  2. Hey, I just found your blog! :)
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    Kisses,
    Chiara

    Books in my bags

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    X

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